Olimpíadas

Governo da Polônia confirma asilo à corredora de Belarus que foi forçada à sair do Japão

O governo polonês confirmou que ofereceu asilo à corredora de Belarus Krystsina Tsimanouskaya, que recorreu à polícia e acusou sua própria comissão técnica de forçá-la a ir embora de Tóquio após ter realizado críticas aos seus treinadores.

Krystsina passou a noite no posto policial do aeroporto enquanto as autoridades decidiam como tratar o caso, foi acolhida pelo consulado polonês e deixou a situação bem encaminhada com as autoridades do país. O ministro de relações exteriores da Polônia, Pawel Jablonski, afirmou que a atleta estará em Varsóvia nos próximos dias.

“Emitimos um visto humanitário e posso confirmar que prestaremos todo o apoio necessário na Polónia se ela desejar utilizá-lo.

Pawel Jablonski, Ministro de Relações Exteriores da Polônia

A União Europeia enalteceu a decisão da Polônia e disse que a tentativa do país natal da atleta de levá-la a força para a Belarus era uma prova de repressão brutal pelo presidente bielorrusso.

“Expressamos a nossa total solidariedade a Krystsina Tsimanouskaya e elogiamos os Estados membros (da UE) que ofereceram o seu apoio”

Nabila Massrali, porta-voz da UE

Marido da corredora, Arseni Zhdanevich irá juntar-se a ela na Polônia:

Graças ao apoio da Fundação de Solidariedade dos Atletas da Bielorrússia, o marido (de Tsimanouskaya) está em Kiev e irá juntar-se a Krystsina – disse Pavel Latushko, político bielorrusso de oposição ao governo, à Reuters.

Pavel Latushko, político bielorusso

 

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