Campeonato Brasileiro Feminino

Diniz e Nenê: casamento de ideias e estilo que pode ser benéfico para o Vasco

O Vasco fez movimentos para o segundo turno da Série B. Precisava. Para boa parte da crítica esportiva essas ações foram arriscadas, até ousadas. Fernando Diniz, novo técnico e Nenê, interminável meio campista, são os condutores dessa nova etapa. Mas, em que um pode ajudar o outro? Bom, é o que vamos buscar entender.

Diniz é a antítese do futebol que era praticado pelo Vasco antes de sua chegada. O que ilustra essa assertiva é a posse de bola e construção coletiva das jogadas. Marcas registradas do treinador. E como ele faz isso? Quase sempre começando seu jogo pelo meio e depois caindo para um lado do campo, depende de onde tenha um jogador ou jogadores mais qualificados para a fase ofensiva intermediária.

(Foto: Reprodução Maratimba)

Aqui vai o primeiro ponto de concatenação de ideias do treinador com o jogador. Nenê gosta de estar com a bola no pé e assim ser um construtor, principalmente, pelo meio do campo. Seu futebol tende a aparecer pontualmente em times que usam esse setor com frequência para o início de suas criações.

A construção ofensiva em blocos é outro aspecto importante. Os times do Fernando Diniz são treinados para não rifarem a bola. Dessa forma, as jogadas sempre começam com toques mais curtos desde a pequena área. Para isso o time todo é “puxado” para trás e assim ter superioridade numérica na saída de bola à medida que vão subindo todos juntos, com muita movimentação, sempre por um setor específico do campo.

Nenê também se encaixa como uma boa peça nessa ação, uma vez que consegue se associar com qualquer jogador para fazer esses toques iniciais e construir desde trás as jogadas, seja como iniciador ou intermediário na criação.

Passes curtos e aproximação dos jogadores por um setor específico do campo, essa é mais uma característica do treinador. Diniz não é do jogo posicional. Seus jogadores estão onde a bola está. Assim é que ele constrói as jogadas. Nesse aspecto, as famosas esticadas ou bolas longas não estão no seu repertório em demasia.

(Foto: GE. globo)

Nenê tem características que possibilitam esse tipo de criação ofensiva. O meia gosta de fazer tabelas em pequenos espaços à la jogadas de futsal. Também se sai muito bem quando precisa manter o controle da bola estando pressionado, seja passando rápido de primeira, ou tentando dribles curtos.

A bola parada e lançamentos longos, apesar da última não ser uma das ações preferidas do Fernando Diniz, podem aparecer como alternativas pragmáticas quando o técnico precisar de uma variação em determinados momentos do jogo. Digamos que é um brinde. Nenê consegue executar isso como ninguém no elenco do Vasco.

Por fim, o Fernando Diniz tem um jogador importante nas mãos e o Nenê tem um treinador fundamental para o seu estilo. Apesar de estar com 40 anos, o jogador ainda preserva uma condição física muito boa e pode aportar muitas coisas interessantes para a equipe cruzmaltina. Ao que tudo aponta, o técnico saberá como usar isso ao seu favor.