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A Liga Espanhola acendeu o sinal amarelo

Com a crise financeira-econômica-técnica do Barcelona e a fragilidade dos demais integrantes do campeonato espanhol, o Real Madrid pode se consolidar de vez nos curto e médio prazos e ver sua liga deixar de ser tão atraente, como em temporadas anteriores.

A classificação atual da Liga Espanhola tem o Real Madrid como líder, totalizando 49 pontos, não sendo uma surpresa a quem acompanha o mundo do futebol. O foco está nos que estão abaixo e, principalmente, pela colocação do seu arquirrival, o Barcelona:  6º e com 16 pontos de diferença.

Os recentes desequilíbrios econômicos-financeiros do clube da Catalunha, resultando na saída de um dos melhores jogador da história do clube (Messi), referência técnica da equipe, além de jogadores de qualidades discutíveis em seu elenco, proporcionou às equipes concorrentes uma excelente oportunidade de ocupar esse espaço.

A própria desclassificação da Champions League, na primeira fase, é a comprovação do atual momento do Barcelona. Sua dívida, em março de 2021, era de € 1,35 bilhão ( algo em torno de 8 bilhões de reais), informou o Presidente Joan Laporta.

Também encontramos um contexto de uma política esportiva equivocada, que causa danos à entidade. É uma pirâmide invertida, na qual os veteranos têm contratos longos e os jovens têm contratos curtos. E é difícil renegociar contratos. Essas reduções salariais que os gestores anteriores se vangloriaram, uma redução de € 68 milhões, mas na realidade não é redução porque a encontramos na forma de bônus de rescisão de contrato.

Joan Laporta – Presidente do Barcelona FC

O próprio Atlético de Madrid, sob o comando de Simeone, mesmo sendo o último campeão espanhol, não consegue se manter no patamar da liga, cujo elenco tem dificuldades de atender às expectativas da direção técnica, diretoria e torcida.

Equipes como Sevilla (2º), Bétis (3º) e Real Sociedad (5º) apresentam-se competitivas, fruto de suas organizações administrativas-financeiras.

Assim como em qualquer ramo de atividade, obrigam-se gestões sérias, competentes, comprometidas e cofres sanados para seguir adiante num mundo afetado duramente pela Covid-19.

Aos que apregoam “comprem que a torcida paga”, não terão vida longa pela frente, principalmente, no mundo do futebol, cujos jogadores são tratados como verdadeiros nababos e salários estratosféricos.

O continuísmo desses processos mal geridos, certamente, trarão uma outra frase tão apregoada por figuras folclóricas nem tão sapientes assim: “ uma hora a conta chega !”

O farol da Liga Espanhola está no amarelo, por enquanto.