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Balotelli volta à Seleção da Itália depois de três anos sem ser convocado

Quem viu a Itália jogar, e ganhar, a Euro20, jamais poderia imaginar seu atual momento. Sem se classificar diretamente à Copa do Mundo, num grupo com Suíça (1ª colocada e classificada), Irlanda do Norte, Bulgária e Lituânia, os italianos ficaram em 2º lugar e a repescagem é a última chance que lhes restam.

A forma com que a Itália jogou o torneio europeu impressionou, surpreendeu e causou uma surpresa positiva no mundo do futebol. Quem não se lembra das aplicações táticas utilizadas por seleções anteriores, cuja preocupação (única) era defender-se ao extremo e saída rápida nos contra-ataques ? Na memória sempre vem à tona o Ferrolho (catenaccio), sempre citado por treinadores e comentaristas esportivos em suas respectivas transmissões e mesas redondas.

Imaginar a Itália jogando um futebol moderno, com jogadores habilidosos como Barella (Inter), Bernardeschi (Juventus), Chiesa (Juventus), Jorginho (Chelsea), Locatelli (Sassuolo), Verrati (PSG), além dos veteranos  Bonucci e Chiellini (ambos da Juventus) e o excelente Donnarumma, seria algo impensável. A conquista da Euro trouxe essa nova realidade ao futebol italiano. E por incrível que pareça, pelos adversários acima citados, somente a Suíça poderia dificultar a vida da Azzurra nessa caminhada à Copa do Mundo.

Se o desempenho diminuiu em razão da conquista, não se sabe.  A realidade da repescagem é o que Roberto Mancini terá pela frente. A Itália enfrenta a Macedônia do Norte no dia 24/03. Vencendo, enfrenta o ganhador de Portugal e Turquia.

Muita coisa deve estar passando pela cabeça de Mancini nesse momento. Esse “achismo” veio na convocação do período de treinamento da seleção italiana e a surpresa maior, sem dúvida nenhuma, quando anunciou-se o nome de Mário Balotelli.

Desde o segundo semestre de 2018 ele não era chamado. Pesa o fato de treinador conhecer bem o jogador, que o treinou quando foi  técnico do Manchester City e da Internazionale de Milão. Quando respondeu sobre sua convocação, Balotelli foi como sempre: direto e autoconfiante:

– Estou bem e em boa fase. Com 31 anos, jogar pela seleção deveria ser normal. O anormal era não estar lá. Eu estou bem na Turquia. Estou num bom momento – afirmou Balotelli ao site “Bresciaingol.

Atualmente Balotelli joga no Adana Demirspor, da Turquia, e está em plena campanha para classificar-se à Champions League na próxima temporada.  Fez 21 partidas, com nove gols e cinco assistências.

O relacionamento com Mancini nem sempre foi uma mar de rosas.  Mas as palavras proferidas pelo atacante italiano, retratam bem sua disposição em atender essa convocação:

– Nós conversamos e está tudo bem. Ele promoveu a minha estreia (como profissional, na Inter de Milão), e espero que seja ele aquele que me verá encerrar a carreira um dia.” – declarou o atleta.

A Itália vai apostar tudo nessa repescagem para chegar ao Qatar. Até mesmo chamar Balotelli. Seja pela sua força, habilidade, conhecimento de um dos possíveis adversários ou relacionamento próximo com o atual treinador, a seleção italiana não quer desperdiçar o bom momento vivido na Euro e a possibilidade de chegar bem na Copa do Mundo. Ficar fora pode apagar a conquista recente, a evolução tática e técnica adquirida e trazer mais fantasmas do que imagina. A Squadra Azzurra deixou de participar de três mundiais: 1930 (Uruguai), 1958 (Suécia) e 2018 (Rússia).

Veja a lista de convocados para a Data Fifa:

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