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Zé Ricardo não é mais treinador do Vasco da Gama

Neste domingo (05), o Vasco da Gama utilizou o seu site e as suas redes sociais para informar que Zé Ricardo não é mais treinador do clube, o ex-comandante vascaíno entregou o cargo momentos antes do anúncio, de acordo com o GE, Zé Ricardo recebeu uma proposta do futebol japonês, o auxiliar Cléber dos Santos e o preparador físico Fábio Eiras também vão embora.

O técnico deu início a sua segunda passagem pelo cruzmaltino em janeiro, e levou o Vasco até as semifinais do campeonato carioca, já que terminou em terceiro lugar na fase de pontos corridos, mas passou a ser criticado pelas atuações dos jogadores e por perder os cinco clássicos que disputou no estadual, incluindo as duas derrotas para o Flamengo, na fase de mata-mata.

Na primeira fase da Copa do Brasil, Zé Ricardo levou o time carioca a um triunfo fora de casa sobre a Ferroviária, de Araraquara, por 1×0, mas na fase seguinte, após um empate em 1×1 com a Juazeriense, na Bahia, o clube foi eliminado na disputa de pênaltis, pelo representante do estado nordestino, o que contribuiu para o descontentamento da torcida.

Apesar das dificuldades, a diretoria garantiu que Zé Ricardo não seria mandando embora, e nessa reta inicial da Série B do Campeonato Brasileiro, a pressão sobre o técnico diminuiu devido à invencibilidade no torneio nacional, Zé Ricardo deixa o Vasco na quarta posição, dentro da zona de acesso para a Série A, com quatro vitórias, seis empates e nenhuma derrota.

No total, o Vasco disputou 25 jogos sobre o seu comando, foram 12 vitórias, oito empates e cinco derrotas, o equivalente a um aproveitamento de 58,7%, porcentagem superior a sua primeira passagem pela equipe de São Januário, ocorrida entre 2017 e 2018 e terminou com 52,7%, na ocasião, na época, o clube disputou o dobro da quantidade de partidas (50), sob a liderança do treinador.

O próximo jogo do Vasco é na terça (07), contra o Náutico, pela segunda divisão, em Recife, enquanto a diretoria busca um novo técnico, os atletas serão comandados por Emílio Faro e Daniel Félix, ambos da comissão permanente, com participação efetiva do coordenador técnico Eduardo Húngaro.